Os preços do açúcar e do etanol subiram no Estado de São Paulo nos últimos dias, conforme aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No caso do adoçante, as usinas adotaram postura mais firme nos pedidos, sustentadas pela percepção de oferta mais restrita no Centro-Sul, enquanto os compradores mostraram maior cautela diante da rápida valorização da commodity.
Na segunda-feira (17 de agosto), o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal branco registrou cotação de R$ 99,94, com alta acumulada de 9,22% desde o início do mês. Com isso, os preços médios retornaram aos patamares de abril. Segundo o Cepea, no mercado doméstico, o cenário de menor disponibilidade do adoçante segue se confirmando.
No mercado externo, os preços do açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York continuam sustentados por condições climáticas adversas em importantes regiões produtoras, o que reduz as projeções de produção global.
Etanol também sobe
Em relação ao etanol, o mercado paulista apresentou elevação das cotações e maior ritmo de negociações, com distribuidoras mais ativas na busca por volumes para recomposição e antecipação de estoques. De acordo com o Cepea, após sucessivas quedas, as usinas passaram a adotar postura mais firme diante da menor disponibilidade imediata em algumas unidades, do maior interesse comprador e de um ambiente externo mais favorável.
Entre 10 e 14 de agosto, o indicador Cepea/Esalq para o etanol hidratado registrou preço médio de R$ 2,1939 por litro (sem frete, ICMS e PIS/Cofins), uma alta semanal de 7,24%. Para o anidro, a cotação ficou em R$ 2,4319, avanço de 5,32% no mesmo período.
O Cepea destaca também a entrada de produto proveniente de outros estados — como Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — no mercado paulista. Esse fluxo, segundo pesquisadores, tende a ganhar viabilidade à medida que os preços do etanol em São Paulo se elevam, ampliando a janela para operações interestaduais.