Doença respiratória bovina: risco à produção de leite antes da primeira lactação

A doença respiratória bovina (DRB) é uma das principais ameaças sanitárias em rebanhos leiteiros, especialmente entre bezerras e novilhas. Estudos recentes indicam que os prejuízos causados pela enfermidade podem começar antes mesmo da primeira lactação, comprometendo o desenvolvimento pulmonar e a capacidade produtiva futura dos animais.

Pesquisadores destacam que infecções respiratórias precoces reduzem o ganho de peso, atrasam a idade ao primeiro parto e diminuem a produção de leite ao longo da vida útil da vaca. O impacto econômico é significativo, pois cada caso de DRB em fase de recria pode representar perdas de até centenas de litros de leite por animal ao longo da lactação.

As principais causas envolvem agentes virais e bacterianos, como o vírus sincicial respiratório bovino (BRSV) e Mannheimia haemolytica, além de fatores ambientais como ventilação inadequada, umidade excessiva e superlotação. Medidas preventivas como vacinação, manejo adequado das instalações e nutrição balanceada são fundamentais para minimizar os riscos.

Produtores devem ficar atentos aos sinais clínicos – tosse, secreção nasal, febre e apatia – e adotar protocolos de tratamento precoce para evitar complicações crônicas que comprometam a vida produtiva do rebanho. A DRB não afeta apenas o bem-estar animal, mas também a rentabilidade da atividade leiteira a longo prazo.

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