As cotações da soja no mercado interno brasileiro continuam registrando altas, impulsionadas pela demanda firme e pelos avanços na bolsa de Chicago. Nesta quarta-feira (19/8), o indicador Cepea/Esalq base porto de Paranaguá (PR) subiu 0,19%, atingindo R$ 151,65 por saca, renovando a máxima do ano pelo terceiro dia consecutivo.
De acordo com o analista Ênio Fernandes, o movimento de alta em Chicago contribui para a valorização no Brasil e favorece as vendas do grão. Na bolsa americana, os contratos para novembro avançaram 1,68%, cotados a US$ 12,3725 por bushel. “O produtor brasileiro só não vendeu mais soja porque ainda há receio com o El Niño e seu impacto na safra que será plantada. Acredito que, quando o preço se aproximar de US$ 13, teremos uma nova onda de vendas no país”, afirmou Fernandes.
A tendência de alta também foi registrada na maioria das praças monitoradas pela AgRural. Em Ponta Grossa (PR), a saca subiu R$ 2, para R$ 147. Em Primavera do Leste (MT), a valorização foi de R$ 0,50, para R$ 132. Já em Luís Eduardo Magalhães (BA), o aumento foi de R$ 3, com a saca cotada a R$ 137,50.
O mercado segue atento às condições climáticas e ao comportamento da demanda internacional, que mantém os preços em patamares elevados. A perspectiva de novas altas depende da evolução do El Niño e do ritmo das vendas por parte dos produtores brasileiros.