O preço do cacau registrou leve alta na bolsa de Nova York, impulsionado por projeções pessimistas para os maiores produtores mundiais. Nesta quinta-feira (20/8), os lotes para dezembro avançaram 0,55%, para US$ 6.064 a tonelada.
Análise da Barchart destaca que os futuros da amêndoa atingiram a máxima de duas semanas, devido à preocupação com uma safra menor em Gana, o segundo maior produtor mundial. O Conselho do Cacau do país estimou que a safra de 2026/27 pode alcançar 650 mil toneladas, queda de 13% em relação às 750 mil colhidas nesta temporada.
O cacau se mantém com preços firmes diante de pesquisas preliminares da safra de cacau da Costa do Marfim de 2026/27, líder na produção, que mostram uma formação de frutos abaixo da média nos cacaueiros, sinalizando uma perspectiva fraca para a principal colheita, que começa em setembro. As avaliações iniciais apontam para uma safra de 1,8 milhão de toneladas para a temporada que começa em setembro, uma queda de 18% em relação ao volume colhido em 2025/26.
Na Costa do Marfim, maior produtor de cacau do mundo, a safra pode ser 18% menor — Foto: Wenderson Araújo/CNA