Mercado de genética bovina cresce 12,4% no primeiro semestre de 2026

O mercado brasileiro de genética bovina registrou um crescimento de 12,4% no primeiro semestre de 2026, com a comercialização de 12,3 milhões de doses de sêmen. Os dados são do Index Asbia, levantamento realizado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), da USP.

Do volume total, 11,1 milhões de doses foram vendidas para pecuaristas no Brasil, enquanto 663,4 mil tiveram como destino a exportação. Outras 551,5 mil doses foram comercializadas na categoria de prestação de serviços, na qual criadores contratam a coleta e a industrialização de sêmen do próprio rebanho.

As vendas de material genético para gado de corte cresceram 17%, somando 7,8 milhões de doses. Já no gado de leite, a comercialização alcançou 3,2 milhões de unidades, com leve alta de 0,1%.

Segundo o presidente da Asbia, Luis Adriano Teixeira, a valorização do bezerro tem impulsionado a busca por reposição de rebanho com mais qualidade. “O melhoramento genético, realizado com apoio das biotecnologias reprodutivas, é essencial para que o país siga sendo protagonista na produção de carne e leite”, afirmou.

De acordo com o indicador Cepea/Esalq, a valorização do bezerro foi de aproximadamente 10% no primeiro semestre deste ano.

Nas exportações, as 663,4 mil doses comercializadas representaram um crescimento de 66,8% em comparação com o primeiro semestre de 2025. No segmento de corte, o avanço foi ainda mais expressivo, de 120%. Já as exportações de sêmen para gado de leite cresceram 19%.

O levantamento também aponta que a tecnologia de inseminação artificial foi utilizada em 76,4% dos municípios brasileiros no primeiro semestre, totalizando 4.225 cidades. O número é 10% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

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