Safra 2026/27 de grãos deve cair 1,38% com redução no uso de insumos

A produção brasileira de grãos na safra 2026/27, que começa em setembro, está estimada em 356 milhões de toneladas, representando uma queda de 1,38% em relação à temporada anterior. A projeção foi divulgada nesta quarta-feira (26/8) por Carlos Cogo, sócio da consultoria Cogo Inteligência no Agronegócio, durante videoconferência em parceria com a Kepler Weber.

Segundo Cogo, o recuo não está ligado a fenômenos climáticos como o El Niño, mas sim à redução no uso de insumos agrícolas, impulsionada pelo aumento dos custos de produção. “Essa queda não é por impacto do El Niño, é por redução no pacote tecnológico”, afirmou o especialista.

O conflito no Oriente Médio elevou os custos dos insumos em um patamar superior ao aumento registrado nos preços dos grãos, comprimindo as margens dos produtores. A tendência é de que o setor enfrente desafios para manter a rentabilidade, com a necessidade de ajustes no planejamento das lavouras.

A consultoria destaca que a safra 2026/27 será marcada por uma gestão mais cautelosa dos recursos, com produtores optando por pacotes tecnológicos mais enxutos. A expectativa é de que a produção de grãos, embora menor, ainda se mantenha em níveis elevados, refletindo a resiliência do agronegócio brasileiro diante das adversidades.

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