América do Sul se consolida como fornecedora global de carne bovina, afirma Minerva

Enquanto a América do Norte enfrenta restrições estruturais no crescimento da produção de carne bovina, a América do Sul se fortalece como fornecedora global da proteína, afirmou o CEO da Minerva Foods, Fernando Galletti de Queiroz, durante evento em Barretos (SP). A declaração ocorre em meio a mudanças no mercado internacional, como a imposição de cotas tarifárias pela China para importação de carne bovina, que devem pulverizar as vendas sul-americanas pelo mundo.

“Por isso a Minerva quer ser cada vez mais analisada como um player da América do Sul, não do Brasil”, disse Queiroz a jornalistas. O executivo destacou que não há perspectiva de alterações na política de cotas chinesa até o fim de 2028, mas que uma eventual ordenação do sistema pode ocorrer, com distribuição entre empresas.

Outros movimentos promissores incluem a missão de autoridades japonesas ao Brasil e o diálogo do governo brasileiro para abrir o mercado da Coreia do Sul à carne bovina brasileira. “O Brasil foi declarado livre de aftosa sem vacinação, então o mercado coreano está apressando a aprovação. O Japão deve aprovar a abertura à Argentina muito em breve”, afirmou Queiroz. Ele acrescentou que a Argentina será o primeiro país entre os que ainda não exportam ao Japão a ter aquele mercado aberto.

O diretor financeiro da Minerva, Edison Ticle, indicou que a Argentina pode se tornar, em 2027, a segunda principal origem de carne vendida pela empresa em receita — hoje é a quarta, atrás de Brasil, Paraguai e Uruguai. O país vem aumentando produção e abates, e a Minerva amplia sua capacidade de abate na fábrica local. Os preços da carne argentina sobem mais que os de outras origens, sustentados pela demanda norte-americana, e o país não tem restrição de volume para exportar à China.

Deixe um comentário

Powered by Joinchat
Anunciar grátis