O preço do trigo fechou a primeira sessão da semana na Bolsa de Chicago (CBOT) em forte queda, impulsionado por um movimento de realização de lucros. Na última sexta-feira, os contratos haviam atingido o maior valor em três anos, mas nesta segunda-feira (31) os papéis para dezembro recuaram 1,28%, cotados a US$ 7,74 o bushel.
Mesmo com a baixa expressiva, analistas apontam que o trigo deve se manter valorizado enquanto persistirem as tensões geopolíticas entre Rússia e Ucrânia, que continuam prejudicando as exportações pelo Mar Negro. A continuidade dos ataques militares na região eleva a incerteza sobre o fluxo de grãos, mantendo os preços em patamares elevados.
Um fator que pressionou negativamente os futuros do cereal foi a notícia de que a Turquia preparou um plano para garantir a passagem segura de grãos pelo Mar Negro. De acordo com a consultoria Granar, o ministro das Relações Exteriores turco, Hakan Fidan, afirmou que o governo está em contato com Rússia e Ucrânia para viabilizar um acordo. A possibilidade de um entendimento aliviou momentaneamente as preocupações com a oferta.
No mercado de milho, os preços subiram levemente, mantendo-se nos maiores níveis em dois anos e meio. Os contratos para dezembro fecharam em alta de 0,23%, a US$ 5,3775 o bushel. Já a soja operou estável, com os lotes para novembro encerrando a sessão cotados a US$ 12,88 o bushel.
O cenário para o trigo segue atrelado à evolução das negociações diplomáticas e à continuidade dos conflitos. A realização de lucros era esperada após a forte alta recente, mas o mercado permanece atento a novos desdobramentos geopolíticos.