Greening atinge 48% das laranjeiras em SP e MG, mas ritmo de avanço é o menor em nove anos

O Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) divulgou um levantamento que aponta que o greening atingiu 48,08% das laranjeiras do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro em 2026. O índice representa um aumento de 0,9% em relação a 2025, mas a taxa de evolução foi a menor dos últimos nove anos, segundo a entidade.

O crescimento foi de apenas 0,45 ponto percentual, bem inferior aos 3,28 pontos registrados em 2025 e aos 6,27 pontos percentuais em 2024. A desaceleração é atribuída à melhoria do controle do psilídeo, com 45% menos insetos capturados em 2025, e a condições climáticas menos favoráveis à transmissão da bactéria.

Outro fator importante foi a renovação do parque citrícola: 74% da área erradicada no período 2025/26 estava concentrada nas regiões mais afetadas, enquanto 45% dos novos plantios ocorreram em áreas de menor risco. Foram registrados 17.821 hectares de novos plantios e 12.504 hectares de erradicação.

Entre as plantas mais jovens, a incidência de sintomas se manteve estável (2,72% para 3,03% em plantas de até dois anos) e caiu entre as de três a cinco anos (de 39,18% para 29,5%). Já nos pomares com mais de dez anos, a incidência subiu de 58,43% para 63,27%.

Apesar da desaceleração, a severidade da doença continua aumentando. A severidade média passou de 22,7% para 27% em todos os pomares, e de 25,9% para 31% nos pomares em produção.

As maiores incidências foram observadas em Limeira (82,10%), Porto Ferreira (72,43%), Avaré (69,5%), Brotas (68,1%) e Duartina (65,53%). As menores ocorreram no Triângulo Mineiro (0,31%), Votuporanga (4,63%) e São José do Rio Preto (32,79%). O maior aumento de incidência em relação a 2025 ocorreu em Brotas e Bebedouro, ambas em São Paulo.

Foto: Fundecitrus / Divulgação

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