Fórmula Indy muda fornecedor: etanol 2G da Raízen dá lugar a combustível renovável da Shell em 2027

A IndyCar — categoria conhecida no Brasil como Fórmula Indy — vai deixar de usar o etanol de segunda geração (2G) da Raízen a partir da temporada 2027. A partir de então, os carros da competição utilizarão apenas o etanol da Shell produzido nos Estados Unidos.

O anúncio da mudança foi feito no fim de agosto, em Washington, capital americana. Segundo a categoria, os veículos passarão a correr com uma fórmula atualizada do combustível 100% renovável.

“O novo combustível incorpora uma parcela significativa de etanol renovável de origem americana, produzido a partir dos resíduos de um processo de destilação baseado em mistura de grãos, e é misturado com componentes renováveis adicionais”, informou a IndyCar em nota oficial.

A principal fonte de matéria-prima para o novo combustível será o estado de Indiana, onde ficam a sede da categoria e o autódromo de Indianápolis, palco das tradicionais 500 Milhas.

“Ao aproveitar a rica herança agrícola e automobilística de Indiana, o programa cria uma forte conexão entre as comunidades do interior que ajudam a produzir o combustível e as corridas de alto nível que o exibem nas pistas em Indianápolis e em outros locais da América do Norte”, diz o comunicado.

A IndyCar começou a usar combustível 100% renovável na temporada 2023, com a Shell como fornecedora exclusiva. Desde então, a Raízen — joint venture da Shell com a Cosan — era parte importante do processo, com o etanol 2G feito do bagaço da cana abastecendo os carros de corrida.

A Shell e a categoria prometem uma redução de 70% nas emissões em comparação com a gasolina, considerando o ciclo de vida da tecnologia e os Padrões de Combustível Renovável da empresa. O novo combustível, no entanto, não estará disponível nos postos.

Procurada, a Raízen não comentou o assunto.

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