Preços do boi gordo fecham semana estáveis e mercado opera com cautela

O mercado pecuário encerrou a semana com estabilidade e cautela nos negócios, informa a Scot Consultoria. Nesta sexta-feira (4/9), parte dos frigoríficos saiu das compras de gado para avaliar o desempenho das vendas de carne neste fim de semana e no feriado do Dia da Independência (7/9), antes de se reposicionar. Até o momento, o escoamento de carne bovina no mercado interno está entre fraco e razoável. Com isso, as indústrias estão cautelosas em meio às especulações de alta e compram apenas o necessário para atender os pedidos. Do outro lado, diante das especulações de alta no mercado, a ponta vendedora está retraída, na expectativa de melhores negócios.

Nesta sexta-feira, das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 29 não tiveram alterações nos preços do boi gordo na comparação diária. Houve quedas em Três Lagoas (MS), sul da Bahia e noroeste do Paraná, enquanto no Rio de Janeiro as cotações subiram. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 345 a arroba para pagamento em 30 dias. As cotações da vaca e da novilha também não mudaram. Já o preço do “boi China” subiu R$ 2, para R$ 350 a arroba — foi o segundo dia consecutivo de alta e a terceira vez nesta semana.

O indicador Cepea/Esalq do boi gordo, baseado nos negócios realizados em São Paulo, fechou a semana com a cotação de R$ 347,70 a arroba, alta de 0,96% nos primeiros quatro dias de setembro. Em uma semana, o avanço acumulado foi de 0,68%. No mercado de reposição, o indicador do bezerro baseado no Mato Grosso do Sul fechou a sexta-feira com preço médio de R$ 3.397,99 a cabeça, queda acumulada de 0,16% no início de setembro e de 0,19% na comparação semanal.

No mercado externo, os dados de exportação de agosto, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), confirmam redução nos embarques de carne bovina in natura. Foram embarcadas 195.715 toneladas, contra 268.562 toneladas em agosto do ano passado — recuo de 27,12%. Por outro lado, o preço médio pago por tonelada foi de US$ 6.165,74, alta de 10,1% ante US$ 5.600,47 em agosto de 2025.

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