Uma projeção alarmante para o setor leiteiro gaúcho: o Rio Grande do Sul pode perder até 94% de seus produtores de leite nos próximos 25 anos, de acordo com levantamento divulgado pela Globo Rural. A previsão, baseada em tendências atuais de redução do número de propriedades e concentração da produção, acende um alerta para a pecuária leiteira no estado.
O estudo indica que, se o ritmo de saída de produtores continuar, o RS passará de cerca de 80 mil propriedades leiteiras para menos de 5 mil em 2050. As causas apontadas incluem a falta de sucessão rural, baixa rentabilidade, custos elevados e a necessidade de investimentos em tecnologia e gestão, que inviabilizam pequenos e médios produtores.
A redução drástica do número de produtores não significa necessariamente queda na produção total, já que as propriedades que permanecem tendem a ser maiores e mais tecnificadas. No entanto, o impacto social e econômico para as regiões produtoras pode ser significativo, com êxodo rural e concentração da riqueza.
Especialistas defendem políticas públicas de apoio ao pequeno produtor, incentivos à cooperação, assistência técnica e linhas de crédito para modernização, como forma de reverter ou amenizar a tendência.