Quintal: plataforma digital conecta produtores e consumidores para evitar desperdício de frutas e hortaliças

Inspirada no Tinder, a plataforma Quintal já reúne mais de 20 mil usuários em 275 cidades brasileiras para vender, trocar e doar alimentos, combatendo o desperdício. Criada pela empresária e influencer Gabriella Martins de Carvalho, do Distrito Federal, a ferramenta viralizou nas redes sociais após um vídeo com mais de 11 milhões de visualizações, ganhando o apelido de “Tinder das frutas”.

Como surgiu a ideia

Gabriella conta que a inspiração veio de uma experiência pessoal: desde a infância, convivia com frutas em abundância em casa e nem sempre alguém para consumi-las. Anos depois, ao mudar de residência, encontrou uma árvore de fruta-pão carregada no novo quintal. Percebeu que o excesso de produção poderia ser realidade em muitos lugares — enquanto uns têm alimentos sobrando, outros querem recebê-los. “O Quintal cria essa ponte. Eu posso ter manga sobrando e querer laranja, enquanto outra pessoa pode ter laranja e querer manga. Quando esses interesses se encontram, as duas podem conversar e combinar a troca. E isso lembra mesmo um ‘match’, assim como no Tinder”, explica.

Funcionamento da plataforma

O Quintal permite que qualquer pessoa se cadastre gratuitamente para vender, trocar e doar alimentos como frutas, hortaliças, sementes, mudas, ovos, mel e outros produtos caseiros. A ferramenta conta com um mapa colaborativo para registrar árvores frutíferas e ervas em espaços públicos, indicando quando estão produzindo. Na área “Meus Cultivos”, o usuário pode registrar todos os alimentos da propriedade e ativar a colheita quando a safra começar. “Não é preciso ter quintal para participar. Quem mora em apartamento pode receber uma doação ou comprar de alguém próximo”, destaca Gabriella.

Resultados e planos

Em poucas semanas, a plataforma já soma 21 mil contas registradas e 14,5 mil negociações iniciadas. Gabriella afirma que os números mostram uma demanda forte, e por isso trabalha na criação de um aplicativo. “Quero fazer o alimento circular antes que vire desperdício. Recebo mensagens de pessoas contando sobre frutas que perdem todos os anos, árvores carregadas em sítios, e outras querendo levar a ideia para o próprio bairro”, relata.

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