Os preços do café iniciaram uma recuperação na Bolsa de Nova York nesta quarta-feira (9), após registrarem quedas expressivas na semana anterior. Os contratos futuros para dezembro subiram 0,26%, fechando a US$ 2,9205 por libra-peso.
De acordo com a Hedgepoint Global Markets, o movimento de baixa observado no início de setembro, que resultou em uma retração de 5,5% na última semana, reflete a expectativa de maior oferta da commodity. A consultoria aponta que os sinais de recuperação das exportações brasileiras, as condições climáticas favoráveis para a próxima safra e os fluxos robustos de embarques do Vietnã têm pressionado os preços.
“Os dados parciais até 31 de agosto sugerem forte recuperação dos volumes exportados pelo Brasil e indicam que a safra recorde está chegando aos mercados de destino. Ao mesmo tempo, as chuvas recentes melhoraram as perspectivas para a safra 2027/28”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets, em relatório.
Com a safra 2026/27 praticamente concluída, as chuvas recentes em grande parte do Sudeste brasileiro melhoraram as perspectivas para o desenvolvimento da safra 2027/28. A previsão indica maior volume de precipitação na maioria das regiões produtoras nos próximos dias, seguido por aumento das temperaturas após a segunda quinzena, combinação que pode desencadear uma floração generalizada.
A Hedgepoint alerta que, se a florada for substancial, poderá exercer ainda mais pressão sobre os preços. Apesar da recente queda, a consultoria avalia que a volatilidade deve persistir no médio prazo. Com os estoques de café nos mercados de destino ainda relativamente baixos, os preços permanecem sensíveis aos desenvolvimentos relacionados à oferta.
Outras commodities: O cacau avançou 0,64% em Nova York, cotado a US$ 5.951 por tonelada. O açúcar demerara subiu 1,57%, a 19,39 centavos de dólar por libra-peso. O algodão se valorizou 1,11%, a 87,28 centavos. Já o suco de laranja caiu 2,82%, negociado a US$ 1,4635 por libra-peso.