Os contratos futuros de trigo fecharam em forte baixa na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, pressionados pela expectativa de avanço nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. A possibilidade de redução dos ataques a portos e rotas logísticas no Mar Negro trouxe alívio ao mercado, que opera com os embarques agrícolas praticamente paralisados na região.
Trigo fecha em queda de 2,44%
Os contratos com vencimento em dezembro recuaram 2,44%, para US$ 7,2875 o bushel. Segundo o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, Moscou espera que as negociações mediadas pelos EUA com a Ucrânia sejam retomadas em breve. Ele mencionou uma “vontade política confirmada” para voltar à mesa de diálogo.
Em nota, a consultoria Royal Rural afirmou que um eventual retorno das conversas aumenta a possibilidade de redução dos ataques contra portos, navios e rotas logísticas e, mais adiante, de alguma normalização do fluxo agrícola pelo Mar Negro. O trigo sente primeiro essa mudança de percepção; o milho acompanha pela correlação entre os grãos.
“O movimento de hoje está baseado em expectativa de negociação, não em melhora física da logística. Ainda não há acordo, corredor de grãos ou cessar-fogo. O que existe agora é expectativa de retomada das negociações, nada além disso”, destacou a Royal Rural.
Milho também recua
O milho fechou em baixa na Bolsa de Chicago, influenciado pelo ritmo acelerado da colheita nos Estados Unidos e pelas conversas sobre o fim do conflito no leste europeu. Os contratos para dezembro caíram 1,08%, a US$ 5,2775 o bushel.
Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a colheita da temporada 2026/27 alcançou 5% da área até o último domingo, ante 4% no mesmo período do ano passado e 3% da média dos últimos cinco anos.
Soja opera com leve queda
Na soja, os contratos para novembro fecharam com queda de 0,51%, a US$ 13,0950 o bushel, em sessão de ajuste.