Cavalo Caramelo ganha companhia: égua Hora Extra chega para reprodução

O cavalo Caramelo, que se tornou um símbolo de resistência após a enchente no Rio Grande do Sul em 2024, vive um novo momento em sua história. O animal, que ficou ilhado por quatro dias sobre o telhado de uma casa em Canoas (RS), ganhou uma companhia para tentar formar uma família.

Na última semana, uma égua chamada Hora Extra, de seis anos, chegou ao Hospital Veterinário da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas, onde Caramelo vive. A doação partiu de uma cabanha de São Sebastião do Caí (RS).

A égua, da raça Crioula e com cerca de 380 quilos, passará por uma avaliação detalhada antes de qualquer aproximação com Caramelo. O objetivo é verificar se ela está apta para a reprodução. Segundo a diretora do hospital, Laura Cezimbra, a ideia é que os dois fiquem em piquetes próximos, mas não juntos, enquanto são feitos exames de triagem e o reforço na alimentação. “Aparentemente, está em plenas condições”, afirmou.

A procura por uma “namorada” para Caramelo é recente. Há cerca de um mês, a Ulbra anunciou que o cavalo, de 11 anos, estava totalmente recuperado da tragédia climática e “aberto para formar uma família”. A equipe de veterinários analisou possíveis pretendentes para o cruzamento, sem foco em questões genéticas, mas na continuidade da história do animal, que ganhou repercussão internacional.

“O Caramelo tornou-se uma figura pública e símbolo de resistência e resiliência. Queremos que essas características gerem sempre um impacto social positivo nas pessoas e que tragam essa lembrança de que resistir talvez seja a melhor saída. No caso do Caramelo, a gente sabe muito bem que foi. Esse é seu legado”, destacou Laura.

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