Os preços do café registraram queda na bolsa de Nova York nesta quarta-feira (16/9), pressionados pelo aumento da oferta no curto prazo e pela previsão de chuvas em áreas produtoras do Brasil, que podem beneficiar a safra 2026/27, mas também interromper o manejo das lavouras.
Os contratos de arábica para dezembro fecharam em baixa de 0,74%, cotados a US$ 2,8155 por libra-peso. Segundo levantamento da Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), a colheita na área de influência da cooperativa atingiu 97,3% das lavouras até 11 de setembro. Apesar de estar próxima do fim, esse é o menor índice para a época desde 2018, quando estava em 98%. No mesmo período de 2025, 98,9% dos cafezais já haviam sido colhidos.
As chuvas previstas para Minas Gerais e São Paulo devem favorecer o desenvolvimento das plantas para a próxima safra, mas também podem atrapalhar as operações de manejo, colheita remanescente, secagem e transporte dos grãos, conforme destacou o analista Eduardo Carvalhaes em relatório.
Cacau, suco de laranja, açúcar e algodão
Na mesma sessão, o cacau fechou em alta de 0,95%, a US$ 5.979 por tonelada nos contratos para dezembro, com o mercado atento ao início da colheita no oeste africano e aos possíveis impactos do El Niño na safra 2026/27 da região.
O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) registrou forte queda de 4,50%, a US$ 1,4530 por libra-peso nos lotes para novembro, pressionado pelo acúmulo de estoques diante da demanda reprimida em mercados como Estados Unidos e Europa.
O açúcar demerara para março do próximo ano subiu 0,11%, a 18,89 centavos de dólar por libra-peso, interrompendo uma sequência de três quedas consecutivas. Já o algodão fechou praticamente estável, com leve baixa de 0,14%, a 84,36 centavos de dólar por libra-peso nos contratos para dezembro.