O mercado da pecuária de corte vive um momento de impasse. A queda de braços entre pecuaristas e frigoríficos tem reduzido significativamente a margem para alterações nos preços da arroba, resultando em um distanciamento cada vez maior entre o mercado físico e o futuro.
Segundo analistas, a falta de consenso entre os agentes do setor mantém os valores estabilizados, sem espaço para grandes movimentações. Enquanto os pecuaristas tentam segurar a oferta para pressionar as cotações, os frigoríficos operam com escalas ajustadas, evitando ceder às expectativas de alta.
Esse cenário tem gerado um descolamento entre os contratos futuros e as negociações à vista, com o mercado futuro sinalizando tendências que não se confirmam no dia a dia das transações. A tendência é que a situação persista até que haja um alinhamento entre as partes ou um fator externo que force a recomposição dos preços.