Começou neste domingo (20/9) a auditoria da China a frigoríficos de carnes bovina, suína e de aves do Brasil. Uma equipe de cinco técnicos chineses percorrerá estabelecimentos produtivos, laboratórios oficiais, abatedouros e fazendas em cinco estados até o próximo sábado (26/9). A comitiva também passará por Brasília (DF) para reuniões com o Ministério da Agricultura e representantes dos exportadores brasileiros.
De acordo com o ministro da Agricultura, André de Paula, há expectativa de anúncio de reabilitação de plantas de carne bovina que estão com vendas suspensas para a China e de habilitação de novas unidades. Também há possibilidade de avanço nas negociações para o início das vendas de miúdos de bovinos e suínos ao mercado chinês.
Roteiro da auditoria
A comitiva chegou a Brasília no domingo (20/9) e seguiu para Porto Alegre (RS), onde visitará o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) e uma planta de suínos no interior do estado. Na terça-feira (22/9), o grupo estará no Paraná para visitar um frigorífico de aves. Na quarta-feira (23/9), a agenda inclui dois abatedouros no interior de São Paulo, sendo um de aves e outro de bovinos.
Na quinta-feira (24/9), os técnicos visitarão uma fazenda em Rondônia, além de auditarem mais duas plantas de carne bovina no estado. O roteiro termina com uma reunião final com o Ministério da Agricultura em Cuiabá (MT).
Plantas suspensas
Atualmente, cinco frigoríficos exportadores de carne bovina estão com habilitação suspensa para a China: JBS em Vilhena (RO) e Pontes e Lacerda (MT), Prima Foods em Araguari (MG), Frialto em Matupá (MT) e SulBeef em Várzea Grande (MT). A Copacol, de Cafelândia (PR), está impedida de comercializar carne de aves. Não há bloqueios para frigoríficos de carne suína no momento.
A expectativa é que a auditoria contribua para as tratativas de abertura do mercado chinês para miúdos de bovinos e suínos, especialmente após o reconhecimento do status de país livre de febre aftosa sem vacinação.