O setor pecuário dos Estados Unidos registrou em agosto a menor entrada de animais em confinamentos dos últimos 30 anos, segundo dados do USDA. A redução no volume de bois colocados nos feedlots reflete uma oferta cada vez mais limitada de gado para abate, o que mantém a pressão sobre o mercado de carne bovina no país.
A queda histórica na reposição dos confinamentos já vinha sendo esperada por analistas, que apontam fatores como a seca prolongada em importantes regiões produtoras e a redução gradativa do rebanho norte-americano. Com menos animais disponíveis para engorda, a tendência é de que a oferta de carne continue apertada nos próximos meses, sustentando preços elevados tanto no mercado interno quanto nas exportações.
Especialistas destacam que o movimento observado nos EUA pode impactar também o mercado internacional de carne, especialmente para países importadores como o Japão e o México. No Brasil, a situação reforça a importância do acompanhamento dos indicadores norte-americanos para a tomada de decisões no setor pecuário.