Chuvas no Brasil pressionam preço do café na bolsa de Nova York

Café em queda

As fortes chuvas que atingem as principais regiões produtoras de café do Brasil estão beneficiando a florada da próxima safra, o que pressiona as cotações do grão na bolsa de Nova York. Nesta terça-feira (22/9), os contratos futuros do arábica para dezembro recuaram 1,48%, fechando a US$ 2,7230 a libra-peso, segundo dados da consultoria Barchart.

A expectativa de uma oferta mais robusta devido às condições climáticas favoráveis tem gerado pressão baixista sobre os preços, que já vinham sendo influenciados pelo cenário global de oferta e demanda.

Demais commodities

Enquanto o café recuava, outras commodities negociadas na bolsa nova-iorquina registraram altas. O cacau para dezembro subiu 0,95%, para US$ 5.402 a tonelada, impulsionado por preocupações com o clima seco na Costa do Marfim, que pode afetar a safra 2026/57. O açúcar demerara para março de 2027 avançou 0,92%, cotado a 18,56 centavos de dólar por libra-peso.

O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) também fechou em alta, com alta de 2,62% nos contratos para novembro, a US$ 1,5615 por libra-peso. Já o algodão teve desempenho negativo: os lotes para dezembro caíram 0,47%, encerrando a sessão a 83,03 centavos de dólar por libra-peso.

Perspectivas

O mercado segue atento às condições climáticas no Brasil e no exterior, que devem continuar influenciando os preços das commodities agrícolas nas próximas semanas. A florada robusta do café, aliada a uma possível colheita recorde, poderá manter a pressão baixista sobre o grão, enquanto outros produtos, como cacau e açúcar, podem se beneficiar de problemas de oferta em regiões produtoras chave.

Com informações de Luiz Eduardo Minervino, para Globo Rural.

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