Produção florestal brasileira atinge recorde de R$ 47,9 bilhões em 2025, aponta IBGE

O valor da produção florestal brasileira atingiu um recorde histórico em 2025, somando R$ 47,9 bilhões a preços correntes, alta de 6,7% em relação ao ano anterior. Os dados são da Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2025, divulgada nesta quinta-feira (24/9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo abrange a produção primária florestal em 4.889 municípios do país.

De acordo com o IBGE, o valor da silvicultura alcançou R$ 41,030 bilhões em 2025, crescimento de 8,5% ante 2024, representando 85,6% do total. Já a extração vegetal registrou R$ 6,899 bilhões, queda de 3,1% no mesmo período, com participação de 14,4%.

A área total de florestas plantadas foi de 10,381 milhões de hectares, expansão de 4,8% na comparação anual. O destaque ficou com o eucalipto, com 8,156 milhões de hectares, alta de 6,1% e 78,6% do total. O pinus ocupou 1,860 milhão de hectares (17,9%), e outras espécies somaram 365,029 mil hectares (3,5%).

Os produtos madeireiros continuaram predominantes na silvicultura, respondendo por 98,1% do valor da produção florestal em 2025. O valor da produção de madeira para papel e celulose cresceu 16,3%, carvão vegetal 4,6% e lenha 12,4%. Em contrapartida, a madeira em tora para outras finalidades caiu 3,1%.

O pesquisador do IBGE, Carlos Alfredo Barreto Guedes, destacou que a produção brasileira de madeira em tora para papel e celulose foi recorde em 2025, com 130,3 milhões de metros cúbicos, recuperando-se das quedas durante a pandemia.

No segmento extrativista de produtos não madeireiros, relevantes para povos e comunidades tradicionais, o valor da produção subiu 9,6% em 2025, totalizando R$ 2,6 bilhões.

Regionalmente, as regiões Sul e Sudeste concentraram 64,9% do valor total da produção florestal nacional e 73,3% das florestas plantadas. Minas Gerais liderou o valor da silvicultura, com R$ 9,2 bilhões (22,5% do total), e foi o maior produtor de carvão vegetal (84,6% do volume nacional). Entre os municípios, Três Lagoas (MS) ficou em primeiro lugar, com R$ 1,8 bilhão, alta de 216,3%.

O IBGE também informou o encerramento da série de alguns produtos com perda de importância econômica, como ipecacuanha, caucho e hevea látex líquido. Por outro lado, novos itens passaram a ser divulgados, como baru, buriti, cajá, cupuaçu, juçara, macaúba, pupunha e tucum (alimentícios), além de andiroba e murumuru (oleaginosos). Na silvicultura, espécies como teca, acácia negra, mogno africano e cedro australiano ganharam destaque individual.

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