O Paraguai pode ampliar as vendas de carne bovina para os Estados Unidos, impulsionado pela crescente demanda americana por proteína. Segundo o presidente paraguaio, Santiago Peña, os Estados Unidos têm pressionado por um aumento nos embarques, mas ainda não ofereceram ao país uma cota específica de importação, conforme informou a agência Bloomberg.
De acordo com Peña, os preços elevados no mercado norte-americano têm levado os Estados Unidos a buscar mais carne no cenário internacional, destacando o Paraguai como um parceiro confiável. A movimentação ocorre em um momento de alta dos preços da carne nos EUA. Para ampliar a oferta interna, o presidente Donald Trump autorizou a entrada de até 300 mil toneladas com tarifas reduzidas, medida que, segundo a Bloomberg, deve beneficiar também o Brasil.
Vale lembrar que o Paraguai é o único país da América do Sul que mantém relações diplomáticas com Taiwan. Por esse motivo, não comercializa carne bovina nem soja com a China, o que torna os Estados Unidos um mercado estratégico para suas exportações de carne.
Peña já havia defendido que o governo Trump concedesse ao Paraguai uma cota para exportar carne bovina aos Estados Unidos com condições tarifárias preferenciais. Além disso, o presidente paraguaio tem buscado apresentar o país como destino para investimentos, citando o crescimento econômico, a baixa inflação e a classificação de crédito de grau de investimento.
Na quinta-feira (24/9), Peña anunciou que a J.P. Morgan Natural Capital e o Robinson Group investirão US$ 200 milhões no Paraguai para estimular o desenvolvimento sustentável do setor florestal.