No ciclo de crédito rural 2023/24, apenas 6,72% dos recursos destinados à pecuária foram direcionados para práticas sustentáveis, segundo dados recentes. O percentual, embora ainda baixo, representa um avanço em relação a ciclos anteriores e reflete o crescente, porém tímido, interesse do setor por financiamentos que integrem critérios ambientais, sociais e de governança (ASG).
Especialistas apontam que a baixa adesão pode estar relacionada à falta de conhecimento técnico dos produtores sobre as linhas de crédito verde, além das exigências documentais e de comprovação de práticas sustentáveis. Para o próximo ciclo, espera-se que iniciativas de capacitação e simplificação dos processos elevem esse percentual.
A pecuária sustentável envolve desde a recuperação de pastagens degradadas até a adoção de sistemas integrados como lavoura-pecuária-floresta (ILPF), que aumentam a produtividade e reduzem as emissões de gases de efeito estufa. O crédito direcionado é visto como peça-chave para acelerar essa transição no campo.