BNDES repassa R$ 18 mi para projeto agroflorestal que recupera pastagens em Roraima

O BNDES liberou R$ 18 milhões para a Courageous Land, empresa especializada em sistemas agroflorestais (SAF), para apoiar um projeto de recuperação de áreas degradadas em Roraima. O desembolso é o primeiro de um financiamento total de R$ 116 milhões já aprovado pelo banco de fomento com recursos do Fundo Clima.

O projeto de restauração e implantação de SAF no estado demandará um investimento de R$ 340,8 milhões. Os sistemas agroflorestais vão combinar espécies nativas com cultivos como café, cacau, açaí, banana, pimenta-do-reino, coco e madeiras nobres. O arranjo de referência reúne 13 espécies, distribuídas em diferentes estratos de vegetação. Entre as madeireiras nativas previstas estão castanheira, cumaru, angelim, ipê e pau-de-balsa.

Para converter a área degradada em um sistema agroflorestal, a companhia vai plantar aproximadamente 9,7 milhões de mudas em uma área de 2 mil hectares. A expectativa é que a recuperação remova cerca de 33,9 mil toneladas de CO2 equivalente por ano. O projeto também prevê viveiros próprios, beneficiamento da produção, capacitação local e parcerias com universidades e instituições de pesquisa.

O financiamento atenderá ainda a compra de insumos, custos com mão de obra, obras civis e agroindustriais, máquinas, equipamentos e capital de giro. Segundo o BNDES, o projeto deve gerar 603 empregos diretos e indiretos durante a implantação do sistema agroflorestal. Após a implantação, a previsão é manter 682 postos de trabalho, sendo 602 diretos e 80 indiretos.

“A restauração produtiva é uma das soluções mais completas para o Brasil e para o planeta. Em Roraima, pastagens degradadas estão sendo transformadas em sistemas agroflorestais produtivos e biodiversos, mostrando na prática que é viável aliar retorno econômico à geração de empregos locais, fixação de carbono e produção de alimentos e madeiras nativas em larga escala”, afirmou Philip Kauders, cofundador e CEO da Courageous Land, em nota.

“Esse projeto mostra que a restauração de áreas degradadas pode estar associada à produção, à geração de empregos e à economia de baixo carbono. O Fundo Clima permite ao BNDES oferecer financiamento de longo prazo para dar escala a esse tipo de investimento, contribuindo para a construção de uma nova economia florestal no país”, afirmou Tereza Campello, diretora Socioambiental do BNDES, em nota.

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