Milho e soja sobem em Chicago com atraso na colheita dos EUA; trigo avança com tensão no Mar Negro

As condições adversas da safra agrícola nos Estados Unidos e o agravamento do conflito no Mar Negro elevaram os preços dos grãos negociados na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (6/10). O milho registrou alta de 2,16%, a soja avançou 1,74% e o trigo subiu 1,73%, impulsionados por dados do USDA e por ataques a navios comerciais na região do Mar Negro.

Milho

Os contratos do milho com vencimento em dezembro fecharam a US$ 5,08 o bushel, alta de 2,16%. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que a colheita do cereal atingiu apenas 23% da área esperada para a safra 2026/27, abaixo da média de 27% dos últimos cinco anos e das expectativas do mercado, que previam 26%. Além do atraso, a condição das lavouras piorou: o percentual de plantas em boas e excelentes condições caiu de 57% para 54% na última semana. Segundo a consultoria Royal Rural, os preços também foram sustentados por novos ataques a navios no Mar Negro, que prejudicam o escoamento do milho ucraniano.

Soja

A soja também foi impactada pelo ritmo lento da colheita americana. Os contratos para novembro subiram 1,74%, para US$ 13,03 o bushel. O USDA reportou que os produtores colheram 25% da área de soja prevista para 2026/27, ante 33% da média histórica e abaixo dos 29% esperados por analistas. A qualidade das lavouras também se deteriorou: as plantas em boas e excelentes condições passaram de 58% para 57%.

Trigo

O trigo fechou em alta de 1,73%, a US$ 7,0425 o bushel, com a guerra entre Rússia e Ucrânia no centro das atenções. A Royal Rural destacou que os ataques estão atingindo diretamente navios comerciais no Mar Negro. Nos últimos dias, pelo menos quatro embarcações foram atingidas, e nesta terça-feira dois outros navios foram alvo de drones na zona econômica da Bulgária — um deles afundou e outro, que transportava grãos, foi danificado. A consultoria alertou que o Mar Negro é rota essencial para exportação de trigo e milho, e que os incidentes elevam o risco de fretes e seguros mais caros, além de atrasos nos embarques.

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