Exportações de carne bovina caem 35% em setembro com impacto da salvaguarda chinesa

As exportações brasileiras de carne bovina registraram queda de 35,1% em setembro na comparação com o mesmo mês de 2025, totalizando 229,3 mil toneladas. A receita também recuou, 27,6%, para US$ 1,38 bilhão, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) divulgados nesta quarta-feira (7/10).

O resultado reflete principalmente a forte redução dos embarques para a China, que adotou uma salvaguarda que reduziu as compras em 93,2% em volume e 92,9% em valor. Em setembro, foram enviadas apenas 12,9 mil toneladas ao mercado chinês, gerando US$ 75,2 milhões.

Em contrapartida, outros destinos ampliaram as importações. Os Estados Unidos compraram 48,3 mil toneladas (+389%), o Chile adquiriu 19,4 mil toneladas (+87,2%) e a Rússia, 13,1 mil toneladas (+20,5%). A União Europeia também aumentou as compras em 29,7%, mas a partir de setembro novos embarques foram interrompidos devido a exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos.

No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil exportou 2,43 milhões de toneladas de carne bovina, volume estável (-0,5%) ante o mesmo período de 2025. A receita, porém, cresceu 14,1%, somando US$ 14,17 bilhões. A China continua sendo o principal destino, com 37,5% do volume e 39,4% da receita no período.

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, destacou que a indústria já se prepara para o próximo ciclo da cota chinesa, com embarques previstos para outubro e novembro. “Do ponto de vista de negócio, o melhor seria distribuir essas vendas ao longo do ano”, afirmou.

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