Mulheres comandam grande parte da agricultura familiar, mas enfrentam barreiras no acesso a recursos
A agricultura familiar é a base da produção de alimentos no Brasil, e as mulheres desempenham um papel central nesse setor. No entanto, um levantamento recente aponta que as agricultoras familiares têm menos acesso a tecnologia e assistência técnica do que os homens. A desigualdade de gênero no campo compromete a produtividade e a autonomia das mulheres.
Menos tecnologia, mais dificuldades
O acesso a tecnologias – como equipamentos, sistemas de irrigação, internet e ferramentas digitais – ainda é restrito para grande parte das mulheres que vivem da agricultura familiar. A falta de assistência técnica agrava o cenário: sem orientação adequada, as agricultoras têm mais dificuldade para adotar boas práticas, melhorar a gestão da propriedade e acessar mercados.
Assistência técnica insuficiente e desconectada da realidade
Quando existe, a assistência técnica muitas vezes não considera as especificidades do trabalho das mulheres, que acumulam tarefas domésticas, cuidados com a família e a produção. Programas de extensão rural ainda são pensados, na maioria das vezes, para o público masculino, o que deixa as agricultoras em segundo plano.
Caminhos para reduzir a desigualdade
Especialistas apontam que políticas públicas com recorte de gênero são fundamentais para mudar essa realidade. Ampliar o acesso a crédito, garantir a participação das mulheres em programas de assistência técnica e promover a digitalização do campo com foco na equidade são medidas essenciais.
Fortalecer as agricultoras familiares não é apenas uma questão de justiça social: é também uma estratégia para aumentar a segurança alimentar e impulsionar a economia rural.