Um estudo recente aponta que os trabalhadores rurais estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos do calor extremo em todo o mundo. A pesquisa, divulgada por veículos internacionais, destaca que as atividades ao ar livre, combinadas com a falta de infraestrutura adequada, expõem esses profissionais a riscos elevados de saúde, como insolação, desidratação e doenças cardiovasculares.
O levantamento analisou dados de mais de 100 países e constatou que, com o avanço das mudanças climáticas, o número de dias com temperaturas perigosas para o trabalho rural deve aumentar significativamente nas próximas décadas. Regiões como América Latina, África e partes da Ásia são as mais afetadas, onde a agricultura familiar e de subsistência predomina.
Especialistas recomendam medidas urgentes, como a implementação de pausas forçadas em horários de pico, fornecimento de água potável e sombra, além de políticas públicas que garantam proteção social e acesso a seguros de saúde para esses trabalhadores. A conscientização sobre os riscos e a adaptação das práticas agrícolas são essenciais para mitigar os impactos do calor extremo no campo.