Com a confirmação de um foco da Doença de Newcastle em uma criação comercial de perus em Santa Catarina, o Ministério da Agricultura iniciou imediatamente o plano de contingência. As ações incluem monitoramento e vigilância do vírus em uma área de restrição que abrange os municípios de Nova Itaberaba (onde o caso foi detectado), Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias.
Segundo a pasta, existem 133 granjas comerciais de aves em um raio de aproximadamente 10 quilômetros do foco. O secretário de Defesa Agropecuária substituto, Allan Alvarenga, informou que a granja afetada está interditada e não pode movimentar animais. O plantel de cerca de seis mil perus será sacrificado, e o local passará por limpeza e desinfecção. A partir daí, começa a contar o prazo de 42 dias para a extinção oficial do foco.
As medidas seguem as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle. Serão realizadas visitas e coletas de amostras nas granjas da região para envio ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA). Alvarenga destacou que a doença é viral e pode afetar diversas espécies, mas não há risco para o consumo de carne de aves inspecionadas.
O Brasil notificará a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) nesta segunda-feira (19/10) e publicará portaria no Diário Oficial da União declarando emergência nos quatro municípios da área de restrição. O país já está em estado de emergência zoossanitária desde maio de 2025 devido a um caso de gripe aviária. O prazo para pleitear o retorno do status de área livre de Newcastle à OMSA é de 90 dias, contados a partir da conclusão da limpeza e desinfecção da granja.
Alvarenga afirmou que o ministério negociará com os países importadores para minimizar impactos comerciais, respeitando os protocolos bilaterais. Cada acordo prevê diferentes formas de eventual restrição, e o Brasil seguirá as regras acordadas, podendo ampliar a área de restrição conforme necessário.