A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que a experiência acumulada pelas autoridades sanitárias do país e pelo setor produtivo, somada à preparação prévia para emergências sanitárias, permite uma “resposta rápida e coordenada” diante do foco de doença de Newcastle identificado em Santa Catarina.
Em nota, a entidade também destacou as negociações feitas junto a países importadores para reduzir os impactos das restrições comerciais. Segundo a ABPA, o trabalho prévio de negociação dos certificados sanitários e a rapidez na comunicação à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e às autoridades dos países importadores contribuíram para dar maior previsibilidade e eficiência às tratativas.
“O alcance limitado das suspensões registradas até o momento reflete a importância dessa preparação e a confiança no sistema sanitário brasileiro”, informou a entidade.
Restrições comerciais
De acordo com o Ministério da Agricultura, China e Chile suspenderam as importações de carnes de aves de plantas de Santa Catarina, enquanto o México bloqueou a compra de produtos avícolas de todo o Brasil.
A ABPA disse que mantém a expectativa de agilidade nas negociações para preservar e restabelecer os fluxos comerciais, conforme os requisitos de cada mercado.
A entidade também ressaltou o trabalho de preparação conduzido pelo Ministério da Agricultura em conjunto com produtores e serviços estaduais de defesa sanitária. “As medidas sanitárias necessárias já foram adotadas ou estão em execução, acompanhadas da comunicação às autoridades competentes e aos parceiros comerciais”, acrescentou.
Confiança internacional
Para a ABPA, a transparência e a organização da resposta fortalecem a confiança internacional na cadeia de proteína animal do Brasil e reforçam a posição do país como parceiro estratégico para a segurança alimentar de nações nos cinco continentes.