As exportações brasileiras de arroz em base casca somaram 474,8 mil toneladas no terceiro trimestre de 2026, alta de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Em receita, porém, houve recuo de 3%, com um total de US$ 121,9 milhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (20/10) pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com base no ComexStat do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
No acumulado do ano até setembro, a alta foi de 48,9% em relação ao mesmo período de 2025. Os embarques totalizaram 1,59 milhão de toneladas de janeiro a setembro. O valor movimentado foi de US$ 388,7 milhões, avanço de 20,4%.
Arroz beneficiado e com casca
No caso do arroz beneficiado — que inclui o produto descascado, semibranqueado ou branqueado e o grão quebrado —, as exportações alcançaram 238,1 mil toneladas em base casca no terceiro trimestre, com receita de US$ 55,9 milhões. Senegal e Peru lideram a lista dos principais compradores do produto beneficiado entre julho e setembro.
A gerente de exportações da Abiarroz, Beatriz Sartori, explicou que restrições às rotas para Cuba, novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos e dificuldades logísticas para atender ao Oriente Médio impactaram os embarques de grão polido. Já o produto exportado ainda com casca respondeu por 236,7 mil toneladas no trimestre, com receita de US$ 66 milhões.
Importações também crescem
As importações brasileiras de arroz também cresceram no terceiro trimestre, totalizando 499,7 mil toneladas em base casca entre julho e setembro — aumento de 24,1%. O valor das compras foi de US$ 139 milhões, alta de 25,2%. No acumulado do ano, o Brasil importou 1,28 milhão de toneladas, alta de 16% em relação ao mesmo período de 2025, com desembolso de US$ 318,8 milhões, queda de 2%.