O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informou que a diferença entre os preços do boi magro e do boi gordo registrou queda em outubro, refletindo a valorização mais intensa do animal terminado. Na parcial até o dia 20, o preço do boi magro em Presidente Prudente (SP) atingiu a média de R$ 4.618,55 por cabeça, valor 9,2% superior ao de janeiro em termos reais. A alta está associada à menor disponibilidade de animais para reposição e à elevação dos preços do boi gordo, que estimula a demanda por engorda.
O indicador do boi gordo Cepea/Esalq, baseado em negócios no estado de São Paulo, registrou média parcial de R$ 376,33 por arroba em outubro, com alta real de 17,4% em relação a janeiro e de 6,56% na comparação com setembro. O movimento é explicado pela oferta restrita de animais prontos para abate e pelas escalas de abate mais curtas na indústria frigorífica.
Com isso, o ágio do boi magro sobre o boi gordo caiu para 2,3% na parcial de outubro, ante 12,6% no mesmo mês de 2025. Em janeiro de 2026, o diferencial era de 10%, recuando para 3% em abril.
De acordo com a Scot Consultoria, na quarta-feira (21/10), 24 das 33 regiões monitoradas apresentaram estabilidade nos preços do boi gordo. Altas foram registradas no sul de Minas Gerais, sul de Goiás, Três Lagoas (MS), sudeste de Mato Grosso, noroeste do Paraná, oeste do Maranhão, Redenção (PA), Acre e Rio de Janeiro. Em Araçatuba e Barretos (SP), referências do mercado, o boi gordo permaneceu em R$ 380 a arroba para pagamento a prazo. As cotações do “boi China”, da vaca e da novilha não se alteraram.
A Scot aponta que a oferta restrita de animais se manteve em São Paulo, enquanto os embarques de carne bovina para a China ganharam força, sustentando a demanda e a firmeza das cotações. Ainda assim, parte dos compradores negociava com cautela, evitando alongar as escalas de abate.