O setor de fertilizantes no Brasil atravessa um dos períodos mais desafiadores de sua história recente. A combinação de custos elevados de matérias-primas, volatilidade cambial e redução da demanda interna levou a uma forte retração na produção e nas vendas. Empresas do segmento têm operado com margens apertadas e algumas unidades fabris chegaram a interromper temporariamente suas atividades.
Diante desse cenário, lideranças da indústria já começam a traçar estratégias para uma retomada consistente. A aposta está concentrada em medidas de eficiência operacional, renegociação de contratos de suprimento e apoio a políticas públicas que incentivem a produção nacional de insumos. A expectativa é que, a partir de 2027, o mercado volte a crescer, impulsionado pela recuperação da demanda do agronegócio e por investimentos em novas tecnologias de produção.
Especialistas destacam que a dependência externa de fertilizantes continua sendo um ponto de fragilidade. Por isso, há um esforço conjunto entre governo e setor privado para ampliar a capacidade de produção doméstica e reduzir a vulnerabilidade a choques internacionais. A meta é que, até o final da década, o Brasil consiga suprir parcela significativa de seu consumo interno com insumos fabricados localmente.