Arábia Saudita flexibiliza restrições à carne de aves brasileira após foco de Newcastle

A Arábia Saudita, terceiro maior comprador de carne de frango do Brasil, decidiu reduzir as restrições impostas às exportações brasileiras após a detecção de um foco da Doença de Newcastle em Nova Itaberaba, Santa Catarina. A informação foi divulgada em ofício circular do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) enviado na quinta-feira (22/10).

Inicialmente, o governo brasileiro esperava que a Arábia Saudita adotasse a mesma postura de 2024, quando bloqueou todo o estado do Rio Grande do Sul após um caso da doença. No entanto, as autoridades sauditas comunicaram à embaixada do Brasil em Riade que a suspensão da certificação ficará limitada à área de restrição de 10 quilômetros ao redor do foco.

Embora ainda não haja manifestação oficial saudita, o Brasil já considera essa orientação válida. A medida representa um alívio para o setor avícola, que tem na Arábia Saudita um destino estratégico.

O comunicado também detalha as restrições de outros países. O México, por exemplo, mantém a suspensão para todo o Brasil, sem data de corte definida. Já a China aceitará cargas embarcadas até 20 de outubro de 2026, e 14 frigoríficos catarinenses seguem desabilitados.

Países como Cazaquistão, Chile, Paraguai, Peru e toda a União Aduaneira Euroasiática suspenderam a certificação de todo o estado de Santa Catarina. Para nações como África do Sul, Argentina, Japão e União Europeia, as restrições se aplicam apenas à zona de 10 km do foco. Outros destinos, como Butão e Irã, restringem produtos de aves de todo o território brasileiro.

A expectativa é que a regionalização das restrições minimize os impactos comerciais, conforme analistas do Itaú BBA, e ajude a manter o fluxo de exportações para mercados-chave.

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