O Ministério da Agricultura estima que o reconhecimento da regionalização sanitária para os focos da doença de Newcastle identificados em Santa Catarina evitará perdas potenciais de quase US$ 1 bilhão por ano para os exportadores de carnes de aves. A medida, que segue os princípios do Código Sanitário para os Animais Terrestres da Organização Mundial de Saúde Animal, limita as restrições comerciais às áreas afetadas, sem impactar de forma generalizada as exportações.
De acordo com a Pasta, os mercados com maior impacto econômico potencial mitigado incluem China (US$ 485 milhões), Arábia Saudita (US$ 293 milhões) e Argentina (cerca de US$ 57 milhões). Outros parceiros como África do Sul, Jordânia, Cuba, Egito e Vietnã também contribuíram para reduzir os impactos comerciais.
Por outro lado, os frigoríficos estimam que os bloqueios atuais podem impactar o embarque de 30 mil a 40 mil toneladas por mês, volume que engloba a produção destinada à China e Chile por empresas de Santa Catarina e para Uruguai, México e Malásia, de unidades de todo o Brasil. A média mensal de exportação de frango é próxima de 500 mil toneladas. Se concretizado esse potencial, o efeito será de cerca de US$ 80 milhões por mês ou US$ 960 milhões em um ano.
O Ministério da Agricultura também divulgou a lista atualizada de restrições comerciais. As exportações de carnes de aves de todo o Brasil estão suspensas para Uruguai, México e Malásia. Já para Santa Catarina, as suspensões valem para China, Chile, Peru, Turquia, União Econômica Eurasiática, Paraguai e Uzbequistão. A maioria dos compradores restringiu as importações apenas para a área de restrição, que abrange os municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.
A estratégia de regionalização, negociada após o primeiro foco em Anta Gorda (RS) em 2024, busca preservar o comércio das demais regiões do país e demonstra a importância do trabalho diplomático e sanitário para minimizar perdas econômicas no setor avícola.