Preço do suíno vivo oscila entre regiões, enquanto carcaça cai no atacado

Suínos em confinamento
A menor liquidez da carne também limitou as altas do suíno vivo em algumas regiões — Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

Após uma sequência de valorizações, o mercado de suíno vivo voltou a apresentar movimentações distintas entre as praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nos últimos dias. As cotações do animal para abate oscilaram conforme a região, refletindo diferenças na oferta e na demanda local.

No Paraná, o preço do quilo do suíno vivo caiu 2,65% em uma semana, passando a ser negociado a R$ 5,86 na quarta-feira (28/10). Em Santa Catarina, por outro lado, os valores permaneceram estáveis no mesmo período, mantendo-se em R$ 5,99 por quilo. A estabilidade catarinense contrasta com a retração paranaense, indicando um desequilíbrio regional na formação de preços.

Já no atacado da Grande São Paulo, a carcaça suína registrou a primeira queda semanal desde o início de setembro. O preço médio recuou 1,54% em sete dias, atingindo R$ 1,023 por quilo na quarta-feira. Segundo analistas do Cepea, a menor liquidez da carne no mercado interno também contribuiu para limitar possíveis altas do suíno vivo em algumas regiões.

Apesar do recuo geral da carcaça, os cortes nobres apresentaram comportamento oposto. O pernil e o lombo tiveram seus preços elevados nos últimos dias, impulsionados pela procura aquecida – reflexo da proximidade das festas de fim de ano. Essa demanda sazonal pelos cortes de maior valor agregado ajudou a sustentar parte da cadeia suinícola.

O cenário, portanto, é de preços mistos: enquanto o animal vivo cai em algumas praças e a carcaça no atacado perde fôlego, os cortes especiais avançam, sinalizando que o consumidor final ainda está disposto a pagar mais por itens típicos das celebrações de final de ano.

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