Arábia Saudita suspende importação de carne de frango de Santa Catarina após foco de Newcastle

A Arábia Saudita, terceiro maior comprador de carne de aves do Brasil, decidiu suspender as importações de todo o estado de Santa Catarina devido à detecção de focos da doença de Newcastle. O comunicado oficial das autoridades sauditas foi enviado na quarta-feira (28/10) ao governo brasileiro.

Fontes da indústria avaliam que o impacto da restrição será reduzido, pois um volume expressivo de cargas já foi enviado para os sauditas desde a confirmação do primeiro foco, em 18 de outubro. O embargo para as empresas catarinenses vale apenas a partir de 27 de outubro, data do comunicado oficial enviado de Riade para Brasília.

O Certificado Sanitário Internacional (CSI) entre Brasil e Arábia Saudita prevê que, em casos de doenças como Newcastle, o bloqueio das exportações pode ser por país ou zona de restrição. Em 2024, os sauditas já haviam aplicado embargo a todo o Rio Grande do Sul após foco em Anta Gorda. Agora, o Ministério da Agricultura inicialmente aplicou o mesmo entendimento a Santa Catarina, mas depois recuou, orientando que a suspensão valeria apenas para a área próxima ao foco até posição oficial de Riade.

A avaliação do setor é que os frigoríficos catarinenses só sentirão impactos nas vendas se a restrição durar muito tempo. Por ora, a situação é considerada controlada. Deverá haver aumento nos embarques de frango para a Arábia Saudita em outubro, com antecipação de vendas antes do comunicado oficial.

De janeiro a setembro, empresas catarinenses venderam 88,8 mil toneladas de carne de frango para os sauditas, quarto principal destino no acumulado do ano, atrás de União Europeia (117,7 mil toneladas), Japão (101,6 mil toneladas) e China (92,5 mil toneladas). Os embarques renderam US$ 190,1 milhões. China também aplica restrição a todo o estado; União Europeia e Japão suspenderam compras apenas dos estabelecimentos na área de restrição.

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