As chuvas registradas em outubro no cinturão citrícola paulista continuam afetando a qualidade das laranjas da safra 2026/27. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as condições de maior umidade e temperaturas amenas podem, por outro lado, favorecer o desenvolvimento da temporada 2027/28, que ainda está em formação.
De acordo com o Cepea, a qualidade das frutas paulistas segue inferior à observada em Minas Gerais, com relatos de redução do Brix — indicador da quantidade de açúcar — e registros de frutas cristalizadas em algumas regiões. Também são mencionados problemas relacionados à aparência da casca e ao tamanho das laranjas.
A queda do Brix tem limitado a atratividade de parte das frutas para a indústria, embora, em algumas localidades, a qualidade seja considerada mais satisfatória. Produtores e compradores seguem atentos à evolução dessas características à medida que a colheita avança.
O ritmo das negociações esteve mais lento nos últimos dias. Na quinta-feira (29/10), o indicador Cepea/Esalq para a laranja industrial registrou cotação de R$ 27,29 por caixa de 40,8 quilos, uma queda de 5,14% desde o início de outubro. Além do cenário climático e da variação na qualidade, o período eleitoral e a proximidade do feriado de Finados reduziram o ritmo de comercialização, informa o Cepea.
Na indústria, as compras seguem mais restritas no mercado físico, com as processadoras priorizando frutas de contratos já firmados.