As vendas de etanol hidratado pelas distribuidoras aos postos de combustíveis no Brasil registraram queda de 1,48% em setembro na comparação com agosto, interrompendo uma sequência de três altas mensais consecutivas. Apesar do recuo, o volume comercializado no mês atingiu 2,025 bilhões de litros, o segundo maior desde janeiro de 2020, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Na comparação com setembro de 2025, as vendas cresceram 15,6%, mantendo alta de dois dígitos em relação ao ano anterior. A gasolina também apresentou queda mensal de 0,3% em setembro, mas em proporção menor que a do etanol.
Entre os estados, São Paulo, responsável por metade do consumo nacional de combustíveis, registrou queda de 2,5% nas vendas de etanol ante agosto, mas alta de 11% na comparação anual. Em Minas Gerais, as vendas cederam 0,7% no mês, mas subiram 15,6% em relação a setembro de 2025. Mato Grosso teve recuo de 0,9% na base mensal e alta de 7,7% na anual. Goiás apresentou queda de 5,6% no mês, mas crescimento de 5,1% ante setembro do ano passado.
Já em estados com novas usinas de etanol, as vendas continuaram em alta mesmo na comparação mensal. Na Bahia, o volume vendido em setembro cresceu 3% em relação a agosto e superou o nível de setembro de 2025 em 53,4%, impulsionado pela usina da Inpasa em Luiz Eduardo Magalhães, que começou a operar em abril. No Rio Grande do Sul, as vendas subiram 1,2% no mês e 69,6% na comparação anual, com a operação da usina da CB Bioenergia e a iminente entrada da usina de etanol de trigo da Be8.