O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) começou a valer para as relações comerciais entre Brasil e Noruega neste domingo, 1º de novembro de 2026. A EFTA é composta por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. A aplicação das preferências comerciais entre Brasil e Islândia já havia começado em 1º de outubro de 2026, enquanto para Suíça e Liechtenstein ainda depende da conclusão de procedimentos internos.
No setor industrial, a Noruega zerou tarifas sobre 249 linhas tarifárias de vestuário e têxteis confeccionados, que variavam de 5,6% a 10,7%. Na indústria de alimentos, foram eliminadas tarifas de 21% sobre fermento de panificação e leveduras inativas, além de direitos sobre leveduras para ração de peixes. Produtos como óleos vegetais refinados, chocolates, biscoitos doces, pães, cerveja e parte dos sorvetes também passaram a ter tarifa zero.
Considerando todos os produtos agrícolas e industriais, quase 99% do valor das exportações brasileiras para o bloco (99,8% no caso da Noruega) terá acesso em livre comércio, respeitadas as condições específicas de cada produto. O acordo também prevê a eliminação de tarifas para produtos industriais e pesqueiros de forma imediata para todos os países da EFTA, enquanto os cronogramas de redução das tarifas brasileiras podem chegar a 15 anos.
Além da redução tarifária, o acordo estabelece medidas para diminuir custos e simplificar procedimentos relacionados a exigências técnicas para a comercialização de produtos. Para itens elétricos e eletrônicos, um anexo específico busca evitar a duplicação de procedimentos de avaliação da conformidade. O tratado foi assinado em 16 de setembro de 2025 e a EFTA reúne cerca de 15 milhões de habitantes, com PIB aproximado de US$ 1,4 trilhão.