O preço do milho registrou a maior baixa entre os grãos negociados na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (3/11). Os contratos com entrega para dezembro recuaram 1,28%, cotados a US$ 4,4250 por bushel. As cotações acumulam quedas desde o mês passado, refletindo o sentimento de ampla oferta no mercado.
A colheita de milho nos Estados Unidos avança semanalmente, embora em ritmo abaixo da média histórica. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os produtores colheram 74% da área até o momento, ante 77% da média dos últimos cinco anos.
Apesar do leve atraso, a consultoria Royal Rural chama a atenção para a demanda pelo cereal americano. Mesmo com compras importantes de México e Coreia do Sul anunciadas pelo USDA, os preços seguem no campo negativo. “Para atingir a projeção anual de exportações do USDA, as vendas americanas precisam manter um ritmo próximo de 1,37 milhão de toneladas por semana. Nas duas semanas anteriores, a média foi de 1,41 milhão de toneladas, mostrando que existe demanda, mas ainda será necessário sustentar esse ritmo”, destacou a consultoria.
Além disso, o setor de etanol nos EUA também influencia as cotações do milho, principal matéria-prima do biocombustível no país. “O consumo americano de milho para etanol foi de 11,14 milhões de toneladas em setembro, enquanto a média necessária para cumprir a projeção anual do USDA está próxima de 12,04 milhões de toneladas por mês. Portanto, a demanda industrial precisa acelerar para ajudar a absorver a oferta”, completou a Royal.
Soja e trigo também fecham em baixa
O preço da soja registrou mais uma queda na sessão. Os futuros com entrega para janeiro de 2027 caíram 0,23%, para US$ 12,14 o bushel. As cotações permanecem no campo negativo devido ao aumento da oferta da oleaginosa em alguns dos principais produtores mundiais. Nos EUA, a colheita do grão atingiu 88% da área esperada para a safra 2026/27, superando a média de cinco anos de 84%. Já no Brasil, maior produtor e exportador global de soja, o plantio da nova safra chegou a 54,3% da área, ante 47,7% no mesmo período do ano passado. A StoneX revisou para cima sua estimativa para a produção brasileira de soja no ciclo 2026/27, que passou a 184,95 milhões de toneladas — alta de 0,9% em relação à projeção anterior.
O preço do trigo também caiu na Bolsa de Chicago. Os lotes com entrega para dezembro fecharam a sessão em baixa de 1,11%, para US$ 5,9975 o bushel.