Café arábica cai em Nova York com aumento das exportações brasileiras

As cotações do café arábica registraram queda na bolsa de Nova York nesta segunda-feira, pressionadas pelo aumento das exportações brasileiras. O mercado reagiu aos dados que indicam um volume maior de embarques do grão pelo Brasil, maior produtor e exportador mundial da commodity.

Os contratos futuros para entrega em dezembro fecharam em baixa de 1,2%, cotados a US$ 2,45 por libra-peso. A pressão veio do relatório do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que apontou embarques de 3,2 milhões de sacas em setembro, alta de 15% ante o mesmo mês de 2025.

Analistas destacam que a oferta adicional do Brasil alivia as preocupações com a oferta global, que vinham sustentando os preços nas últimas semanas. No entanto, a demanda global permanece aquecida, o que pode limitar quedas mais acentuadas.

No mercado interno, o indicador do café arábica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) recuou 0,8% nesta segunda-feira, para R$ 1.320,00 a saca de 60 kg. Já o café robusta manteve-se estável, cotado a R$ 1.100,00 a saca.

Para os próximos dias, traders monitoram o clima nas principais regiões produtoras do Brasil e a evolução da colheita, que já está na reta final em grande parte do cinturão cafeeiro.

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