China restringe importação de aves de SC após foco de Newcastle; México também suspende compras do Brasil

A China suspendeu as importações de produtos avícolas de 14 unidades catarinenses habilitadas para exportação, após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus no município de Nova Itaberaba (SC). A suspensão foi registrada no sistema oficial de registro de empresas estrangeiras exportadoras da Administração-Geral de Alfândegas chinesa (GACC). A informação ainda não foi confirmada pelo Ministério da Agricultura do Brasil.

Segundo o protocolo sanitário bilateral, a China deveria aplicar uma autossuspensão das exportações de todo o país, mas as autoridades brasileiras negociaram a regionalização do embargo, limitando-o ao estado de Santa Catarina. Nos bastidores, a medida foi considerada um “presente” ao Brasil, fruto das garantias apresentadas pelo sistema de defesa agropecuária brasileiro após um foco semelhante no Rio Grande do Sul em 2024.

As 14 unidades afetadas incluem cinco estabelecimentos da Cooperativa Aurora, cinco da Seara, três da MBRF e uma da JBS Aves, entre frigoríficos e entrepostos. A China é o principal comprador de carne de aves do Brasil, responsável por quase 10% do volume exportado entre janeiro e setembro de 2026, cerca de 420 mil toneladas. Ao todo, o Brasil tem 61 unidades habilitadas para exportar para o país asiático.

Paralelamente, o México também suspendeu a importação de produtos avícolas de todo o Brasil após a confirmação do foco. O Servicio Nacional de Sanidad, Inocuidad y Calidad Agroalimentaria (Senasica) informou que a medida visa proteger a produção avícola nacional, já que o México é livre da doença de Newcastle. A autoridade sanitária mexicana desativou as fichas de requisitos de saúde animal, bloqueando a entrada de carne de aves, vísceras, aves canoras e ornamentais, além de material genético como ovos férteis e pintos com até três dias de idade.

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