A colheita brasileira de trigo avança e já se aproxima de um terço da área cultivada, mas os resultados desta safra têm decepcionado o mercado, especialmente em relação à qualidade do cereal. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o excesso de umidade ao longo do ciclo resultou em aumento da oferta de trigos tipos 2 e 3, com PH reduzido, e em diminuição da disponibilidade de trigo tipo 1, de melhor qualidade.
Com menor oferta de cereal dentro dos padrões exigidos, vendedores que ainda dispõem de bons volumes têm elevado os preços de suas ofertas. Nesta segunda-feira (5/10), o indicador Cepea/Esalq registrou, no Paraná, a cotação de R$ 1.551,32 a tonelada para o trigo pão ou melhorador, alta de 0,45% nos três primeiros dias úteis de outubro. No Rio Grande do Sul, o trigo brando estava cotado a R$ 1.451,52 a tonelada, avanço de 0,06% no mesmo período.
Conforme dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até 25 de setembro 28,9% das lavouras destinadas ao cultivo de trigo no Brasil já haviam sido colhidas. A tendência é que a oferta restrita de cereal de boa qualidade continue sustentando os preços no mercado interno.