Uma ovelha da raça Santa Inês, em uma propriedade rural em Cocal do Sul (SC), deu à luz três filhotes no dia 2 de outubro, um caso raro que chamou a atenção na ovinocultura. O nascimento triplo, registrado após a ovelha já ter tido gêmeos na primeira gestação, é considerado incomum, representando apenas 1% dos partos da espécie, segundo a Embrapa.
O empresário Samuel Martins do Nascimento e sua esposa, Maise Jung Mazzucco, que criam animais no sítio, já estavam atentos devido à proximidade do parto. Como trabalham em Criciúma, a 18 km de distância, decidiram manter a ovelha presa na baia para acompanhar o nascimento de perto. “Sempre que chegamos em casa, por volta das 19h15, vamos alimentar os animais. Quando cheguei perto da ovelha, vi que a bolsa tinha estourado e ficamos ainda mais atentos”, contou Samuel.
O porte robusto da ovelha e o histórico de parto gemelar na primeira gestação indicavam a possibilidade de mais filhotes, mas o casal esperava apenas um. “Ela estava bem gordinha, mas, como sempre foi bem tratada e grande, achávamos que seria um cordeiro”, explicou. Após ajudar no nascimento do primeiro, que estava com a cabeça para fora, Samuel se afastou para dar espaço à mãe. Ao voltar, encontrou o segundo filhote e, pouco depois, o terceiro. “Pensa na alegria. Foi uma coisa maravilhosa e nunca vivida por nós”, comemorou.
Todos os animais passam bem, mas o nascimento triplo exige cuidados extras, especialmente na alimentação, já que a mãe possui apenas duas mamas. Para garantir que os três cordeiros sejam bem nutridos, a família utiliza uma mamadeira com leite retirado da própria ovelha como reforço.
O caso ocorreu em Santa Catarina e reforça a importância do manejo atento em situações de partos múltiplos na ovinocultura, que podem demandar intervenção humana para assegurar a saúde da mãe e dos filhotes.