A renegociação das dívidas do campo deve se tornar um dos primeiros grandes desafios do presidente eleito. O tema, que já mobiliza lideranças rurais e parlamentares, ganha contornos de urgência diante do endividamento crescente de produtores e da necessidade de alívio financeiro no setor.
Especialistas apontam que a pressão política será intensa, especialmente porque o novo chefe do Executivo terá de equilibrar as demandas do agronegócio com as restrições orçamentárias. A discussão envolve não apenas prazos e condições, mas também a sustentabilidade de longo prazo das políticas de crédito rural.
Entidades do setor já articulam propostas que incluem alongamento de prazos, redução de juros e a criação de linhas específicas para pequenos e médios produtores. A expectativa é que o presidente eleito anuncie medidas ainda nos primeiros meses de mandato, em um movimento para conter a insatisfação no campo.