Os contratos futuros do trigo encerraram em queda de 2% nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT), mesmo diante de renovadas preocupações com o escoamento da produção no Mar Negro. O movimento foi atribuído a ajustes técnicos e à expectativa de maior disponibilidade de outras origens, como Estados Unidos e Argentina.
Apesar do aperto na oferta regional — agravado por tensões geopolíticas e restrições logísticas —, os traders optaram por realizar lucros após ganhos recentes. No entanto, analistas alertam que a volatilidade deve persistir nas próximas semanas, especialmente se o corredor de exportação ucraniano sofrer novas interrupções.
Para o mercado brasileiro, a queda em Chicago pode pressionar os preços internos no curto prazo, mas a demanda firme por trigo nacional e a alta do dólar oferecem algum suporte. Produtores devem acompanhar de perto os próximos leilões e as condições de plantio no Hemisfério Norte.
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