USDA prevê safra recorde de soja nos EUA em 2026/27 e ajusta projeções para milho e trigo

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu relatório mensal de oferta e demanda, elevando as estimativas para a safra de soja 2026/27 nos EUA, que deve atingir um recorde de 124,15 milhões de toneladas. O número superou as expectativas do mercado, que projetava 123,51 milhões de toneladas, e representa um aumento de 0,6% em relação à previsão de setembro.

No cenário global, a produção de soja foi estimada em 442,7 milhões de toneladas, alta de 0,1% ante o mês anterior. As exportações mundiais devem somar 192 milhões de toneladas (+0,2%), e os estoques finais globais, 124,28 milhões de toneladas (+0,2%).

Para a América do Sul, o USDA manteve as projeções para o Brasil (186 milhões de toneladas) e Argentina (50 milhões de toneladas). A China, maior importador mundial, deve adquirir 115 milhões de toneladas, mesmo número do relatório anterior.

Milho: produção global e estoques em alta

A produção mundial de milho na safra 2026/27 foi estimada em 1,293 bilhão de toneladas, com ajuste positivo de 0,22%. Os estoques finais globais subiram 3%, para 280,4 milhões de toneladas. Nos EUA, a produção deve alcançar 407,2 milhões de toneladas (+1,48%), e os estoques finais americanos foram projetados em 46,97 milhões de toneladas, 18% acima da estimativa de setembro.

O USDA manteve as projeções para Brasil (139 milhões de toneladas) e Argentina (55 milhões de toneladas). As exportações brasileiras de milho permanecem em 43 milhões de toneladas, e as importações, em 1,8 milhão de toneladas.

Trigo: produção mundial estável, mas comércio em queda

A estimativa de produção global de trigo praticamente não se alterou, passando de 822,43 milhões para 822,39 milhões de toneladas. Houve redução na União Europeia (133 milhões de toneladas, -800 mil t) e aumento no Canadá (36,5 milhões) e Turquia (23 milhões).

Nos EUA, a produção foi revisada para 41,74 milhões de toneladas. As exportações russas sofreram forte corte, de 43 milhões para 40 milhões de toneladas, o menor volume em cinco anos, devido a dificuldades logísticas no Mar Negro.

Para o Brasil, o USDA reduziu a produção de trigo para 5,8 milhões de toneladas (-3,3%), mantendo as importações em 7,5 milhões de toneladas e as exportações em 1,9 milhão de toneladas. Os estoques finais brasileiros caíram para 1,82 milhão de toneladas.

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