As chuvas recentes em boa parte das regiões produtoras de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil limitaram a colheita na semana passada, reduzindo a oferta de etanol e açúcar no mercado, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Com isso, os preços dos dois produtos receberam suporte nos últimos dias.
No caso do biocombustível, as cotações subiram pela terceira semana consecutiva. Entre os dias 22 e 26 de junho, o indicador Cepea/Esalq para o etanol hidratado registrou R$ 2,2618 por litro (valor sem frete, ICMS e PIS/Cofins), uma alta semanal de 0,84%. Para o anidro, o preço médio foi de R$ 2,5509 por litro, aumento de 0,78% na mesma comparação.
Por outro lado, a liquidez ainda é limitada em algumas unidades produtoras, que chegaram a oferecer preços mais baixos. Do lado da demanda, a postura das distribuidoras é de cautela, observando o bom desempenho da produção de etanol na safra 2026/27, apontam pesquisadores do Cepea.
Para o açúcar cristal branco, o indicador Cepea/Esalq registrou, na segunda-feira (29/6), cotação de R$ 92,69 por saca de 50 quilos, uma alta semanal de 1,19%. No entanto, desde o início de junho, o adoçante ainda acumula queda de 0,33%. Compradores seguem resistentes à realização de negócios, na expectativa de preços mais baixos, mantendo a liquidez reduzida. A percepção de oferta relativamente abundante também persiste, com agentes apontando a expansão do etanol de milho e a alta capacidade instalada de açúcar no Centro-Sul como fatores que limitam reações mais firmes dos preços.